quarta-feira, outubro 06, 2010

Mulher livre

Ser livre é ser senhora de seu destino.
Ir onde quiser, falar com quem desejar.
É abrir mão das palavras por sentir carinho e não porque alguém assim o exige.
É manter sua visão da questão, sem a necessidade de 'bater boca'.
Ser livre significa estar acima dos olhares, das manobras, da inveja alheia.
É vestir-se de acordo com seu espírito, não como universo da moda determina.
Ser livre não é estar disposta a transar com qualquer homem que se apresente como opção, como escrava de sensações, e dependente de companhia, mas saber-se mulher, sensível, frágil, feminina, sensual.
É não incomodar-se em ser rotulada, mantendo-se autêntica e fiel a si mesma.
É sentir muito carinho por alguém, ser necessariamente pertencer a este alguém.
Eu sou livre. Livre demais.
Graças a Deus!

quarta-feira, setembro 08, 2010

O Direito ao Palavrão

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo..."

Luis Fernando Veríssimo

domingo, abril 25, 2010

Uma História de Amor

Onze horas da manhã. Na cidade, o trânsito, depois da tempestade matutina, voltou à calmaria. Nos arranha-céus e pelas ruas, homens e mulheres realizam suas atividades rotineiras, com aquele “gostinho de quero mais”: o fim de semana passou tão depressa!
Saboreando estar de folga numa segunda-feira, a morena caminha em direção ao mar. Por onde passa, provoca olhares, divertindo-se ao tentar adivinhar os pensamentos de cada um: inveja ; reprovação; admiração; aquele... melhor eu nem olhar. Vaidosa, triunfante, segue seu rumo, com ar de indiferença. Ao vislumbrar, ao longe, aquele a quem ama, um sorriso lhe aflora aos lábios. Tem pressa de chegar.
Os pés delicados buscam uma trilha molhada, na areia já escaldante. Antes de tomar posse de seu território, observa, num misto de amor e respeito, o grandioso mar. Perde-se olhando suas ondas, que percorrem a orla de uma ponta a outra, ostentando um gigantesco e maravilhoso colar de espuma.
Escolhe um lugar menos habitado. Arruma seus pertences, que resumem-se a uma canga, que lhe envolvia os quadris, seus óculos e uma bolsinha, contendo um documento de identificação e protetor solar. Mais uma vez, volta-se para ele. O marulhar das ondas parece exigir sua presença. Sorri, e caminha até ele.
Ao sentir a areia úmida, pára. Ali permanece, respeitosamente, fitando o ir e vir de suas vagas, aguardando que uma delas venha beijar-lhe os pés: “Com licença?”
O sinal chega, sem demora: “Pode entrar!”
Devagar, adentra o lindo e misterioso mar, cumprindo um ritual particular de entrega, firmado secretamente entre eles, desde os tempos de criança: jamais invadir suas entranhas; aguardar que ele aceite sua presença, com um beijo de espuma.
Com água à altura dos seios, mergulha. Nada submersa, sentindo a força das vagas passando por sobre si, como carícias percorrendo seu corpo. Aqui, no coração do mar, tudo está em paz. Sem fôlego, emerge, deitando-se à tona das águas, nesta profundidade, tranqüilas. Embalada pelo vai-e-vem das ondas, abre os olhos, e, contemplando o azul do céu, faz uma prece silenciosa:
“Ó Deus, que tudo criaste e a Quem tudo pertence!
Senhor dos oceanos, que abrigam milhares de seres.
Que demarcaste limites ao mar,
Que tanto pode dar prazer quanto tirar a vida:
Mesmo sendo tão pequenina, diante de Teus grandes feitos,
Te importas comigo.
Diriges meus passos e atitudes, me proteges, me consolas.
Obrigada, Senhor, pela vida!
Obrigada, Senhor, pelo Teu amor.
Obrigada, Senhor, pelo mar.”
Abandona-se, feliz e agradecida, ao balanço das correntezas, como se aninhada no colo do grandioso mar, estivesse. Neste momento, ela pertence a ele. Ele é só dela.
Ao fim de algum tempo, sabe-se lá quanto, recorda-se de seus pertences, na areia. É preciso voltar. Levanta a cabeça e, ao longe, pequeninas, as pessoas parecem fazer parte de outro universo. Inicia o retorno, com braçadas largas, espaçadas, numa atitude de quem deve, mas não quer.
Chega à areia, arfante. Protetor solar no corpo, estende-se ao sol. 

Ouve os apelos de seu amado: “Volte...”
Exibindo um largo sorriso, responde, em pensamento: “Já vou...”

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sábado, abril 24, 2010

Crioula

Lembro com saudades o tempo em que carregava, dentro de mim, a vida de meus filhos. Dos sustos, por vezes doloridos, provenientes de chutes e cotoveladas, quando os molequinhos decidiam dar uma “esticadinha”, formando um maravilhoso (ui!) ovo na barriga, já tão estendida.
E aquela coceira que não passava, mas que de forma alguma, como bem se sabe, poderíamos resolver com as unhas, sob a terrível ameaça de ficar com a pele estriada. Então, era um tal de passar creme aqui, esfregar um paninho ali, porque, estrias, Deus-me-livre-e-guarde!
A euforia de comprar roupinhas (cores neutras, não se sabe quem vem aí), babadores, lençóis coloridos (flores e palhacinhos, nem pensar), toalhas com capuz, brinquedinhos macios... Que expectativa! Com quem parecerá? Tomara que tenha os lindos olhos do pai. O nariz tem que ser igualzinho ao dele, também. Ih... Será que haverão cabelos? Este pensamento _ou comentário_ sempre era motivo de muitas risadas.
Observava, enternecida, meu marido: quando chegava, à noitinha, fazia questão de assumir as tarefas domésticas, acrescentando ao já estafante dia de trabalho uma canseira extra, que parecia nem sentir. Não queria que “sua crioula” fizesse coisa alguma. Relutei em aceitar seu desejo, que considerava absurdo, e, devagarzinho, um pouquinho agora, mais um bocadinho depois, as tarefas iam saindo. Quando ele chegava, a zanga era tanta, que, embora gentil, me chateava. Resultado: vida de rainha, que prolongou-se ao longo dos anos, “porque eu trabalhava muito e ainda cuidava dos meninos”.
Ao fim de tudo, banho tomado, casa limpa, roupas no varal, ele vinha acariciar o filho (a), conversar com ele (a). Deliciada, eu ficava deitada, quietinha, sentindo suas mãos macias, pra lá e pra cá, naquela montanha situada logo abaixo de meus seios, enquanto ouvia sua voz aveludada, direcionada a meu umbigo, como se este fosse um microfone secreto. O interessante é que, enquanto o pai “conversava” e “dengava”, a criança ficava tranqüila. E, sem os chutes e socos que por vezes me tiravam o fôlego e se tornavam a cada dia mais freqüentes, eu, em suave paz, na maioria das vezes, dormia...
Hoje, anos e anos passados, já não ouço a voz querida, nem vejo os olhos castanho-esverdeados que tanto admirava. Meu marido, aquele que me deixou mal acostumada, dizem todos, partiu para o límpido azul do céu, levando meu coração e mantendo-o junto a si, apesar dos dez anos de ausência.
Nossos filhos trabalham na construção do futuro com que sonham. Ao observá-los dormindo _ como cresceram depressa! Que pernas peludas!_ no mais velho posso rever teu rosto, teus jeitos e trejeitos; no mais novo, teu desvelo em cuidar, em cercar de dengos a pessoa amada. Teus filhos, meu querido, tornaram-se homens honestos e trabalhadores, apesar de não poderem contar com teus olhos protetores ou com teu suor, que de bom grado oferecerias, tenho certeza, a fim de amenizar as dificuldades do caminho.
E eu... mudei de casa, de bairro, de corte de cabelo, de móveis, de local de trabalho. Mantive o bom humor, com qual atravesso qualquer situação; o doce sorriso, que sempre se faz presente; o olhar sereno, de quem nada tem para se arrepender e a voz suave, que cantava baixinho pra te ninar, como se outro menininho meu, fosses. Ninguém imagina que aqui, no mais profundo de mim, gravado está teu nome, teu rosto, o som de tua voz. Uma saudade imensa, que faz de mim, ainda, tua crioula.

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segunda-feira, abril 19, 2010

Caixinha Mágica

Existem conceitos e atitudes que temos como certos. Sabemos que, de forma alguma, faríamos ou sentiríamos diferente. Então, um dia, alguém chega, e de alguma forma, o que seria imutável _incrível_ mudou.
Experimentamos então um mundo de emoções, e emoção é coisa que parece estar guardada numa espécie de caixinha mágica, que, apesar de ser bem pequenina, é capaz de guardar grandes e fortes sentimentos. Uma caixinha que a gente, quando criança, deixa à vista, sem preocupação alguma, e, conforme vai crescendo, vai aprendendo a camuflar, a esconder, com intenção de evitar dor.
De qualquer forma, demonstrar sentimentos é e sempre será muito complicado: jamais se sabe o quanto mostrar; como o objeto de nosso interesse vai reagir; se ele, ou ela, deseja ou não aquilo que, de repente, escapou por nossos lábios, ou pelo nosso olhar.
Esta caixinha, escondida num cantinho escuro do coração, quando aberta, atira-nos num mundo de sensações, sejam elas boas ou ruins, de lágrimas (embora homens não chorem, e mulheres tenham horror a borrar a maquiagem) ou de puro êxtase, como se adolescentes ou crianças ainda fôssemos. Isto, dá medo. E o medo, com o tempo, nos ensina a endurecer.
As pessoas _ veja você_ endurecem! Amargam, como doce velho, quando preferem a solidão à busca, o silêncio à tentativa. Então, por falta de ousadia, ou de autoestima, aprendem a conviver com os sonhos, porque sonhar não expõe, sonhar não dói.
Esquecemos, entretanto, que sonhos não passam de nuvens, que se vão com o vento. "Sonhar não custa nada", diz o poeta. Pois eu digo: tentar também não! Melhor a dor da perda, o constrangimento da negativa, que a covardia que pode nos roubar momentos de extrema felicidade e instalar dúvidas, que para sempre habitarão nossos pensamentos: será que daria certo? Como eu estaria hoje?
Pegue, então, sua caixinha mágica, lá naquele cantinho, cheinha de sonhos e planos já meio empoeirados, respire fundo... e mergulhe dentro dela. Deixe que alguma coisa aconteça!
O resultado, seja o sorriso, seja o pranto, com certeza, será melhor que perceber, no espelho, o tempo passando, enquanto a vida segue segura, mas sem cor, sem sabor.
Viver não é esconder-se debaixo das pedras, mas, voar... velejar... arriscar... expor seu oceano interior.


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sábado, abril 17, 2010

E Deus criou o Negro

Deus criou o Homem.

E também criou o negro:

Forte como o temporal,

Intenso como o vendaval.

Negro força, negro raça!
Negro festeiro, negro sambeiro.
Negro lindo, sorriso por inteiro!

Negro orgulho,
negro brasileiro.

Pele cor da noite sem luar,
Que a força da chibata não conseguiu exterminar!

Olhar vivaz,

Sorriso marcante,
E, como negar?
Pegada eficaz...


É...
Deus criou o homem,

E formou o negro.


Homem que nos fascina,
Cor que nos encanta...

Força que nos domina.


(desconheço o autor; adaptação by Miss Dayse)
O nego lindo da foto: Edilson.

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sábado, abril 10, 2010

Mulher ciumenta

Ser mulher é maravilhoso!
Amamos com intensidade, nos entregamos de corpo, alma e coração.
Mesmo com algumas dúvidas, e elas sempre existirão, nós, mulheres, sempre entramos de cabeça numa relação. Na hora da decisão, entre prós e contras, sempre pendemos para o lado do coração. A razão, esta fica no cantinho, arquivada: no mínimo, serão bons momentos para recordar. Afinal, "antes mal acompanhada do que só", e alguém, um dia, irá dar jeito naquele galinha. Por que não eu?
No decorrer da história, acontece um evento que nos tira do sério: surpreendemos troca de olhares, conversas no msn, que são imediatamente fechadas ao chegarmos perto, troca de torpedos pelo celular, mas, "classudas" como somos, não iremos tomar o bendito aparelho para lê-las, claro. Pelo menos não na frente deles. E, claro, o Orkut, com aquelas mensagens das "amigas", que mandam beijos, dizem estar com saudades, oferecem telefone, dão "aquele mole", e o pior de tudo, o bendito espaço para "depoimento", onde nossos olhos não têm acesso.
Via de regra, quando estamos mooortas de ciúmes, ensandecidas, damos tapas, chutes, puxamos os cabelos do traidor. Enfurecidas, xingamos, ofendemos, arranhamos, mordemos, ameaçamos céus e terra. Loucas de raiva, aos poucos vamos sentindo a dor do coração partido, e percebendo, em lágrimas, que nada adianta... estamos impotentes! A gente gosta mesmo é daquele safado, cachorro, sem-vergonha, que está com aquela carinha de quem não está entendendo nada, de quem não fez nada, nem imagina o porquê disso tudo... "Que isso, amor? O que foi que eu fiz? Você entendeu mal, ela é só uma amiga! Você também não tem seus amigos?"
Ahhhhhhhh!!!!!!!! Que ódiooooooooo!!!!
Mas não há de ser nada... o vento que venta lá, venta cá! E, se nós não tivermos coragem para a vingança maior (todas sabemos a quê me refiro), a própria Natureza há de prover a Justiça Divina.
E nós, seres superiores, com todo o desvelo de quem ama, estaremos lá, exibindo um doce sorriso (bem feito, viu como é bom?), dando força:
_ Calma, amor, já vai passar ...

quarta-feira, março 31, 2010

Frases masculinas ao longo do tempo

"Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria." Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia) Konkordo, se eles me derem um kartão de krédito, kom limite alto, pros meus kremes e grampos.

"A mulher que se negar ao dever conjugal deverá ser atirada ao rio." Constituição Sumeriana (civilização mesopotâmica, século XX A.C.) Eu? Negar? Nunka ke ia tomar banho nesse rio! Mais fácil jogar o marido nele...

"Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimónio". Código de Hamurábi (Constituição da Babilônia, outorgada pelo rei Hamurábi, século XVII A.C.) Uau!!! Tomara ke meu marido deva grana a um gostosão!

"A mulher deve adorar o homem como a um deus. Toda manhã, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?" Zaratustra (filósofo persa, século VII A.C.) Komo vou perguntar de boka cheia???

"A mulher é o que há de mais corrupto e corruptível no mundo." Confúcio (filósofo chinês, século V A.C.) Konkordo! Um kolar de brilhantes, um ap na zona sul, um karro zero e eu sou sua!!!

"A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior." Aristóteles (filósofo, século IV A.C.) Sou inferior, pq sou mais baixinha. E tb adoro fikar por baixo. Aliás... por cima, tb. Pensando direitinho, de ladinho tb é bom...

"Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher." Alcorão (Livro Sagrado dos muçulmanos, escrito por Maomé no século VI)
Sozinha na kama? Krueldade! E surra, se for do ke to pensando... kero.... todo dia!

"Para a boa ordem da família humana, uns terão que ser governados por outros mais sábios que aqueles; daí a mulher, mais fraca quanto ao vigor da alma e força corporal, estar sujeita por natureza ao homem, em quem a razão predomina." São Tomás de Aquino (um dos maiores teólogos católicos da humanidade, século XIII) Konkordo! O homem DEVE governar a família: pagar as kontas, minhas idas ao kabelereiro, minhas roupas, bolsas e adornos, a eskola dos filhos, etc, etc, etc.

"Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranquilidade, a mulher é o próprio diabo." Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV) Diskordo! Eu sou uma santa... se eles fikam inkietos, a kulpa num é minha, se brigam por mim, então, ke kulpa tenho eu???

"As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios." Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI). Konkordo, mais uma vez! eu num kero efetuar nada... kero só subtrair, extrair, multiplikar, dividir. Especialmente na hora do divórcio.

"Enquanto houver homens sensatos sobre a terra, as mulheres letradas morrerão solteiras." Jean-Jacques Rousseau (escritor francês, um dos mentores da Revolução Francesa, século XVIII) Obaaaaaa!!!!! To na pista pra negócio!!! É beijar na boka e ser feliz, deixando as otárias lavando as kuekas.

"Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado." Constituição da Inglaterra (lei do século XVIII) Seduzir, eu? kom recheio de quadris? Perfume? Kalúnia!!!!

"A mulher pode ser educada, mas sua mente não é adequada às ciências mais elevadas, à filosofia e algumas das artes." Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão do século XIX)" Pra filosofar eu sou boa... mas em algumas artes, sou melhor ainda... é ke alemão num é chegado!

"Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face." Le Ménagier de Paris (Tratado de Conduta Moral e Costumes da França, século XIV)" Tá certo! Mulher num tem ke reklamar de nada! Mania de encher o sako dos outros! Tem é ke esperar o momento certo e encher de galhos a testa do infeliz!







Não adianta, amor...
Vc não vive sem mim...

terça-feira, março 30, 2010

O Beijo e a Páscoa

Pense bem nisto:

- Um só beijo pode queimar de 3 a 12 calorias, dependendo da intensidade. Logo, beije com vontade!!!

- As pulsações cardíacas durante o beijo saltam de 70 para 140 por minuto, podendo chegar até a 150. Acelere seu coração, sinta que está vivo!

- Um beijo movimenta, só na face, 29 músculos. Só tenha cuidado com as cãibras, hein...

- Filemafobia, ou filematofobia é o termo que usamos para designar o medo de beijar. Ah, mas você não tem isso, né?



Conclusão:
Você pode comer muuuuito chocolate, sem se preocupar com os quilinhos a mais! Não tenha medo! É só usar a receitinha infalível: beije muuuuuito e seja feliz!

Eu já komecei: beijão pra vc!

E FELIZ PÁSCOA !



DIA DO BEIJO: 13 DE ABRIL

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Filosofando...

* Hipótese é uma koisa ke não, é, mas a gente faz de konta ke é, só pra ver komo seria kaso ela fosse.

*A kulpa é minha, eu 'koloko ela' onde eu kiser.

*O Brasil é um país geométriko... tem problemas angulares, diskutidos em mesas redondas, por um monte de bestas quadradas.

*Ninguém vencerá a guerra dos sexos: há muita konfraternização entre os inimigos.

*Os homens mentiriam menos se as mulheres fizessem menos perguntas.


*As nuvens são komo os chefes... se desaparecem, o dia fika lindo!

*Passar o marido pra trás é fácil... difícil é passar adiante.

* Alguns homens amam tanto a sua mulher ke, pra num gastá-la, usam a dos outros.

*Uma vantagem dos sem-teto é nunka levar desaforo pra kasa.

*De ke adianta gastar $$$ em roupa de marka, se o melhor da vida se faz pelado?

******** Vá entender esta vida*********




segunda-feira, março 29, 2010

Oração das Mulheres Bem Resolvidas - adap.

Que o mar vire chopp e os homens, tira-gosto.
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas.
Que Deus abençoe os homens bonitos.
E os feios, se tiver tempo.

Um brinde...
Aos que temos,
aos que tivemos
e aos que teremos.

Um brinde também:
Aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam
e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!

Que sempre, sempre sobre,
Que nunca nos falte,
E que a gente dê conta de todos!
Amém.

Obs.: depois dessa, é provável ke akilo ke vc tem lá na sua kasa, pensando ter o kontrole sobre sua vida, fike chateado. Faça assim: ofereça uma flor.

Homens adoram flores, sabia?

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domingo, março 28, 2010

Ser Gordinha


Não existe isso, sobre julgar komo é melhor ser: se gordinha, magrinha ou atlétika. Qual tipo é mais bela, mais sexy, chama mais a atenção, tem mais fãs.
Já konheci gordinhas lindas, bem-humoradas, charmosas, sexys, edukadas, e gordinhas grosseiras, desbocadas, ke vivem de mal kom a vida, buskando um motivo pra despejar a ira dos deuses no primeiro inkauto ke roçar-lhes o dedinho do pé.
Obviamente, konheci magrinhas dos dois tipos, tb.
O importante não é ser gordinha ou magrinha. O importante é ser gente ke se aceita do jeitinho ke é, bem resolvida e feliz, espalhando alegria, simpatia e gentileza por onde passar.
A felicidade não está no manekim ke vestimos, nem no número de homens ke passaram por nossas vidas: está aki dentro, no interior de kada uma de nós, e independe dos algarismos ke aparecerem na balança.






quinta-feira, março 25, 2010

Eu, Mulher


Vivo... Sinto... Escrevo.
Aqui registro o que penso, o que vai dentro em mim: coisas que me orgulham, que me chocam, tudo o que desejo.
Deixo exposto meu coração.
Que pode não ser perfeito; pode não ser santo; pode até não ser o que desejavam que fosse.
Mas, que, com certeza, é sincero.
Autenticidade. Simplicidade. Alegria de viver.
Esta sou eu: apenas uma mulher.
Morena dos mares do Rio de Janeiro.
E também uma flor: frágil, buscando deixar um rastro de bom
perfume na vida de quem cruza meu caminho.



Morena Flor